UM
ESTUDO SOBRE A CADEIA DE SUPRIMENTO/SUPPLY CHAIN DE GÁS NA DISTRIBUIDORA NANDA
EM BENJAMIN CONSTANT - AM
Bruna Lima SALVADOR[1]
Herman Garcia CHUNHA[2]
Laila Fernandes Marques
FONSECA[3]
Resumo
Nos
últimos anos a competição tem crescido significativamente no mundo industrial,
provocando o surgimento de novos desafios e oportunidades na forma de organizar
e gerenciar a produção. Nesse contexto, a gestão da cadeia de suprimentos
(Supply Chain Management – SCM) tem emergido como uma nova e promissora maneira
de obter vantagens competitivas no mercado. Este trabalho tem por objetivo
básico apresentar uma análise da cadeia de suprimentos da empresa NANDA, distribuidora de gás situada na
cidade de Benjamin Constant, tal como relacionar os novos conceitos de
logística e supply chain com a realidade da instituição estudada.
Palavras-chave: cadeia de suprimentos, gestão, gás,
logística.
Abstract
In recent years the competition has grown
significantly in the industrial world, provoking the emergence of new
challenges and opportunities in the way of organizing and managing production.
In this context, Supply Chain Management (SCM) has emerged as a new and
promising way to obtain competitive advantages in the market. The objective of
this work is to present an analysis of the supply chain of NANDA, a gas distributor located in the city of Benjamin Constant,
such as to relate the new concepts of logistics and supply chain with the
reality of the institution studied.
Keywords:
gas, logistic , management, supply chain
1. INTRODUÇÃO
A logística versa sobre a criação de
valor para o cliente e fornecedores da empresa, sendo possível somente quando o
produto fornecido pela empresa ou indústria esteja disponível ao cliente no
momento e tempo que ele desejar.
Segundo Christopher (2007) é
relativamente recente o interesse por logística e cadeia de suprimentos como
algo importante na administração. Isso deve-se ao fato de que em muitas
empresas essa ideia ainda está sendo implementada.
Dentro desta tela de investigação, este
trabalho objetiva demonstrar a importância do Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos
ou Supply Chain, como é mais conhecido, e sua aplicação, bem como a logística e
transporte do gás desde o fornecedor primário até o consumidor final da
distribuidora de gás NANDA na cidade de
Benjamin Constant.
O
“gás de cozinha”, como é conhecido popularmente o gás liquefeito de petróleo
por causa de sua utilização principal na cozedura de alimentos, é uma das
frações mais leves do petróleo com baixíssima emissão de poluentes. Por causa
dessas características, ele é utilizado em ambientes fechados, como na cozinha,
ou em aplicações industriais sensíveis a poluentes, como na fabricação de
vidros, cerâmicas e alimentos.
Tal
estudo está focado na cadeia de suprimento que pode ser entendido como sendo a
interação existente entre todos que compõem a rede de produção de um bem ou
serviço, para que se possa agregar valor ao cliente.
Dessa
forma, viu-se necessário a análise para entender cada atividade da cadeia de
suprimentos da distribuidora a fim de agregar valor ao cliente, visto que este
(o gás de cozinha) é um produto indispensável para o preparo dos alimentos
consumidos diariamente pela população.
Para
atender o objetivo da pesquisa, adotou-se método indutivo com aplicação de
questionário com perguntas abertas e fechadas.
O
artigo está divido em seis seções sendo a Introdução, onde se descreve a
problematização do estudo e o objetivo da pesquisa, além da justificativa ao
tema. Após foi estruturada a Fundamentação Teórica, que serviu de base para o
trabalho, em seguida apresenta-se a Metodologia, onde se descreve como foi
realizado o estudo. No item seguinte apresenta-se a Análise dos Resultados,
sendo descrito logo a seguir as Conclusões da pesquisa e por fim as Referências
utilizadas
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Neste item é descrito
uma breve história do gás e o que constitui o Supply Chain, sendo apresentadas
algumas reflexões sobre o tema, para melhor compreensão e se baseia em autores
especializados e estudos anteriores sobre esse assunto.
2.1 Breve história do
gás
Segundo indícios
históricos, o gás natural foi descoberto entre os anos 6000 a.C. e 2000 a.C. na
Pérsia, e sua utilidade era manter o “fogo eterno”, símbolo de adoração de uma
seita, aceso.
Na Europa, o gás
natural foi descoberto apenas no século XVII, sua utilidade inicialmente estava
direcionada à iluminação pública, o gás era emitido espontaneamente por um
buraco no chão e a canalização era feita de madeira e chumbo, desta forma
provocava forte insegurança para a população em termos potenciais de explosões
e de envenenamento. Nesta época remota, não havia meios para conduzir o gás a
fio para as casas, por conseguinte, seu uso se restringia apenas à iluminação
das vias públicas, todavia, no início do século XX a eletricidade substituiu o
gás e tornou-se a principal fonte de iluminação.
A indústria do gás
foi desenvolvida nos Estados Unidos da América, que a princípio tentava
comercializar gasodomésticos, que eram produtos movidos a gás como ferro de
engomar, secador e outros aparelhos que perderam espaço no mercado por conta do
uso de produtos movidos a energia elétrica.
O primeiro fogão a
gás foi criado em 1857 e servia para cozinhar e aquecer o ambiente
simultaneamente. Os produtores de gás natural rapidamente mudaram a sua atenção
para as propriedades térmicas deste combustível, a partir da descoberta de
Robert Bunsen – o bico de Bunsen, em 1885, obtido com a mistura do ar e gás
natural, que permitiu o uso pleno das vantagens deste gás, promovendo-o como
fonte de energia para aquecimento do ambiente, de águas sanitárias e cozinha.
O marco inicial do
gás natural no Brasil foi a instalação de lâmpadas movidas a gás no Rio de
janeiro no ano de 1854. O gás liquefeito de
petróleo (GLP), por sua vez, começa a ser utilizado para o cozimento de
alimentos a partir de 1936.
Na última década, as
reservas brasileiras de gás natural aumentaram consideravelmente,
principalmente após a descoberta de petróleo e gás associada às camadas do
pré-sal na costa brasileira. Em 2000, as reservas provadas do país eram de
221.000 milhões de m3, e, em 2010, subiram para 423.000 milhões de m3, segundo
dados do Balanço Energético Nacional 2011, publicado pela Empresa de Pesquisa
em Energia (EPE) do Ministério de Minas e Energia (MME) (2).
No Amazonas, mais
precisamente na refinaria de Urucu, em pouco mais de 27 anos de operação, são
retirados diariamente 11 milhões de metros cúbicos de gás natural e 54 mil
barris de petróleo. Esse volume de produção faz do Amazonas o terceiro maior
produtor nacional em barris de óleo equivalente, e do município de Coari, o
maior produtor terrestre de gás natural.
O petróleo de Urucu é
de alta qualidade, sendo o mais leve entre os óleos processados nas refinarias
que podem gerar produtos como gasolina, nafta petroquímica, óleo diesel e GLP
(gás de cozinha).
A produção é
suficiente para abastecer os estados do Pará, Amazonas, Rondônia, Maranhão,
Tocantins, Acre, Amapá e parte do Nordeste.
2.2 História e definição
de supply chain ou cadeia de suprimentos
“Nas épocas
mais antigas da História documentada da humanidade, as mercadorias mais
necessárias não eram feitas perto dos lugares nos quais eram mais consumidas.
Alimentos e outras commodities eram
espalhados pelas regiões mais distantes, sendo abundantes e acessíveis apenas
em determinadas ocasiões do ano” (BALLOU, 2009).
Nesse
sentido, é visível que o consumo dos produtos era realizado apenas por pessoas
que possuíam o transporte e o armazenamento adequado para tais mercadorias, o
que fazia com que a população habitasse próximo as regiões de produção.
Ainda segundo
Ballou (2009, p. 25), “mesmo hoje, em algumas regiões do mundo, o consumo e a
produção ocorrem em âmbitos geográficos extremamente limitados [...] onde parte
da população vive em aldeias pequenas, supostamente autossuficientes, e a
maioria das mercadorias que prefere é produzida ou adquirida na vizinhança
imediata”.
Assim
assemelha-se o município de Benjamin Constant no estado do Amazonas, no que
tange a importação de produtos de outros locais, como as cidades de Letícia/Colômbia
e Manaus/Brasil, por causa da ausência de empresas e industrias especializadas
na localidade.
Não obstante,
devido ao munícipio de Benjamin Constant estar localizado em uma área de difícil
acesso, em que o único meio de transporte até a cidade é realizado por meio
fluvial, faz-se necessário que os gerentes das empresas entendam e saibam lidar
com a questão logística de transporte e suprimentos.
Desta forma, para que isso seja possível, é
preciso primeiramente entender que cadeia de suprimentos, ou Supply Chain,
trata-se de uma rede de distribuição que tem como objetivo executar a compra de
matéria-prima e transformá-la em produtos ou serviços que irão ser distribuídos
aos consumidores. De acordo com Simchi-Levi & Kaminskyé (2006, p. 29)
cadeia de suprimento é um sistema dinâmico que evolui ao longo do tempo.
Com relação a isso, Simchi-Levi &
Kaminskyé (2006, p. 27) informa que “cadeia de suprimentos, também referenciada
como rede logística, é constituída por fornecedores, centros de produção,
depósitos, centros de distribuição e varejistas, e ainda por matéria-prima,
estoques de produtos em processo e produtos acabados que fluem entre as
instalações”.
Consequentemente
cria-se uma relação entre os fornecedores, fabricantes, distribuidores e clientes
em geral. Por tanto, a Supply acrescenta mais valor aos seus clientes desde a
fabricação, produção ou serviço, distribuição e entrega final do material ao
cliente.
Segundo Ballou (2009) “a logística/cadeia de
suprimentos pode ser entendido como um conjunto de atividades funcionais
(transporte, controle de estoques, etc.) que se repetem inúmeras vezes ao longo
do canal pelo qual matérias-primas vão sendo convertidas em produtos acabados,
aos quais se agrega valor ao consumidor”.
“A cadeia de suprimentos ideal não deve ser
totalmente estática – baseada apenas em técnicas como demanda projetada e
custos atuais, pois quando as condições iniciais mudam, a configuração da
cadeia deve ser revisada.” (PETRONIO G. MARTINS & PAULO C. ALT, 2009).
Nesse ponto de vista, é extremamente
importante que o administrador seja capaz de se adequar as mudanças e analisar
a melhor maneira de fornecer um produto com preços abaixo da concorrência e
oferecendo qualidade para o cliente.
“O objetivo da gestão da cadeia de
suprimentos é ser eficiente e eficaz em relação aos custos ao longo de todo o
sistema; esses custos, do transporte e da distribuição aos estoques de
matérias-primas, de estoque em processos e de produtos acabados, devem ser
minimizados”. (SIMCHI-LEVI & KAMINSKYÉ, 2006).
Dessa forma, todo e qualquer processo dentro
da supply chain, devem visar a produção e a distribuição dos produtos ou
serviços para satisfazer o cliente, sendo todos os componentes da cadeia de
suprimentos preparados para maximizarem seu desempenho, para que possam
adaptar-se as mudanças externas e seus componentes.
3. METODOLOGIA
Esta pesquisa caracterizou-se por ser
indutiva, já que a partir da empresa NANDA
foi analisado o processo da cadeia de suprimentos. De acordo com Markoni e
Lakatos (2010, p, 86) “indução é um processo mental por intermédio do qual,
partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma
verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas”.
Para
Prodanov e Freitas (2013) “É um método responsável pela generalização, isto é,
partimos de algo particular para uma questão mais ampla, mais geral”.
No raciocínio indutivo, a generalização
deriva de observações de casos da realidade concreta. As constatações
particulares levam à elaboração de generalizações. Entre as críticas ao método
indutivo, a mais contundente é aquela que questiona a passagem (generalização)
do que é constatado em alguns casos (particular) para todos casos semelhantes (geral).
Para Markoni e Lakatos (2010) pesquisa em
campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou
conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma resposta, ou de
uma hipótese, que se queira comprovar, ou ainda, de descobrir novos fenômenos
ou as relações entre eles.
“Consiste na
observação de fatos e fenômenos tal como ocorrem espontaneamente, na coleta de
dados a eles referentes e no registro de variáveis que se presume relevantes,
para analisá-los”.
Segundo Prodanov e Freitas (2013) como
qualquer outro tipo de pesquisa, a de campo parte do levantamento
bibliográfico.
De acordo com Markoni e Lakatos (2010, p.
178), A entrevista é um encontro entre duas pessoas, afim de que uma delas
obtenha informações ao respeito de determinado assunto, mediante uma
conversação de natureza profissional.
Sabe-se
que, a observação participante é necessário para o projeto de pesquisa, já que
nos permite entrar em contato direto com a situação ou o problema a ser
estudado, como conceitua Markoni e Lakatos (2010, p. 173) que, “observação é
uma técnica de coleta de dados para conseguir informações e utiliza os sentidos
na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e
ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que se deseja estudar”.
Todavia Prodanov e Freitas (2013, p. 63)
complementam que, “[...] a observação participante, esta pode não requerer a
mesma quantidade de tempo, mas ainda sugere um investimento considerável de
esforços no campo
3.1
Instrumento de coleta de dados
Como
mencionado anteriormente a pesquisa bibliográfica serviu como alicerce
principal para fundamentar e analisar referido trabalho, fornecendo ao pesquisador
a ter acesso a múltiplas informações relacionadas a temática, possibilitando
assim a coleta de dados e a obtenção clara sobre seu objeto de estudo.
O
instrumento que foi aplicado exclusivamente para o responsável da empresa,
sendo que foram compostas por perguntas fechadas e abertas como definido
segundo autor:
Constitui
uma das técnicas mais adequadas à pesquisa de opinião, sobretudo pesquisas de
opinião púbica e de mercado. Assim é uma das mais práticas e eficientes
técnicas de coletas de dados, por ser aplicável aos mais diversos segmentos da
população, inclusive aos analfabetos, uma vez que seu preenchimento é feito
pelo entrevistador. Possibilita a obtenção de dados facilmente tabuláveis e quantificáveis.
(FIGUEIREDO SOUZA, 2008).
O
questionário e entrevista tornaram-se ferramentas essenciais para coleta de
dados, pois permitiu a obtenção direta dos dados com o entrevistado, contudo a
presença do pesquisador contribuiu para com as informações precisas e claras da
pesquisa.
No
transcurso da pesquisa e coleta de dados, a entrevista e conversa informal foi
necessária para obter informações não forçadas e espontâneas na qual “Há
liberdade total por parte do entrevistado, que poderá expressar suas opiniões e
sentimentos. A função do entrevistador é de incentivo, levando o informante a
falar sobre determinado assunto, sem, entretanto, forçá-lo a responder”.
(MARKONI E LAKATOS 2010, p. 180).
Desta
forma, justifica-se a o caráter qualitativo da pesquisa, na qual as perguntas
abertas e fechadas foram ordenadas e estudadas para obtenção de resultados que
contribuíram para a análise desta pesquisa.
4. ANÁLISE DOS RESULTADOS
Com base na interpretação dos dados e
informações obtidas, foram estruturados alguns resultados com relação às
características da amostra utilizada, a estrutura da cadeia de suprimentos do
Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e os tipos de ligações presentes entre os
membros da cadeia de suprimentos. A análise dos dados foi realizada através de
uma pesquisa qualitativa, com base no estudo das respostas obtidas em cada uma
das indagações do questionário. Tais resultados são apresentados a seguir.
4.1
Estudo do Supply Chain
Para alcançar o primeiro objetivo que é
estudar a cadeia de suprimento do gás em Benjamin Constant, foi realizado no
dia 11 de janeiro de 2017 às 11h30min um questionário que continha quatorze
(14) perguntas que envolviam questões referentes ao processo de compra e venda
da empresa. Sendo as indagações: como e onde é armazenado o gás da sua empresa?
Quantas botijas são vendidas por mês? Entre outras. Todas elas deram direção
para saber como é o funcionamento desta cadeia de suprimentos.
4.2
Cadeia de Suprimento da distribuidora de gás
A partir das questões analisadas obteve-se
informações sobre o processo e atuação da empresa NANDA, que é abastecida pela companhia de gás “FOGÁS” localizada na
capital Manaus, onde o primeiro contato da empresa com seu fornecedor acontece
através de um representante de vendas ou por telefone da “FOGÁS”. Feito o
processo de compra, a empresa fornecedora faz a entrega do produto no porto
fluvial de Manaus, colocando a total disposição da rebocadora particular da
empresa compradora. O tempo do percurso do gás de Manaus – Benjamin Constant é
de aproximadamente doze (12) a quinze (15) dias úteis, variando de acordo com
as vazantes do rio, já que a seca representa a
maior dificuldade na hora de transportar o dito produto, em que o atraso da
carga pode prejudicar não apenas no processo de entrega estabelecido como
também em um impacto no cliente final.
A empresa
NANDA atualmente trabalha com três mil (3.000) botijas, havendo uma
reposição mensal antecipada do estoque. O armazenamento do produto é feito em
dois locais estratégicos, o depósito e a balsa, permitindo de tal modo, um
reabastecimento continuo dos depósitos de venda.
Segundo Simchi-levi & Kaminskyé (2006, p.
28) o processo de planejar, implementar e controlar o fluxo e armazenamento
eficientes e eficazes de matérias-primas, estoque em processo, produtos
acabados e informações relacionadas, desde o ponto de origem ao ponto de
consumo, tem o propósito de adaptar a cadeia de suprimento às necessidades do
cliente.
Com base nisso, é possível observar a
importância do planejamento para toda e qualquer empresa, sendo ela uma
distribuidora ou não, pois permite que toda decisão seja tomada com base em
informações que facilitem todo o processo desde o fornecedor primário até o
consumidor final.
A média mensal de vendas da empresa NANDA é de dois mil e trezentas (2.300) a dois mil e quinhentas (2.500)
botijas. Entretanto, nos tempos de seca a venda aumenta, ultrapassando o total
de três mil (3.000) botijas, havendo crescentemente uma grande demanda pelos
botijões de gás, dando espaço a uma nova economia de preço do gás no município.
Na sua venda diária, as botijas mais comercializadas são as de 13 quilogramas.
Não obstante, existe a comercialização desse
produto para municípios vizinhos, como Atalaia do Norte, Islândia/Peru e demais
comunidades no âmbito rural, em que há revendedores autorizados para a
comercialização do GLP, criando assim mais um segmento dentro da cadeia de suprimento
já existente, até o consumidor final.
A Distribuidora NANDA conta com vinte (20) funcionários, sendo que quatro (4)
destes são encarregados da distribuição do produto para os seus consumidores no
município de Benjamin Constant. Tal distribuição é realizada por meio de
veículos de transporte terrestre como Moto-carga e carroça, concretizando assim
a entrega para o consumidor final.
Todavia é importante saber que a gestão de
cadeia de suprimento é uma ferramenta prática importantíssima, que torna o
processo mais eficiente e eficaz em relação aos custos das empresas na região.
Para Simchi-levi & Kaminskyé (2006, p.
27).
“A gestão de cadeia
de suprimentos é um conjunto de abordagens utilizadas para integrar
eficientemente fornecedores, fabricantes, depósitos, e armazéns, de forma que a
mercadoria seja produzida e distribuída na quantidade certa, para a localização
certa e no tempo certo, de forma a minimizar os custos globais do sistema ao
mesmo tempo em que atende o nível de serviço desejado”.
Segundo Petrônio & Alt (2009), A cadeia
de suprimentos ideal não deve ser totalmente estática – baseada apenas em
técnicas como demanda projetada e custos atuais, pois quando as condições
iniciais mudam, a configuração da cadeia deve ser revisada.
Assim, a gestão de cadeia de suprimentos é
necessária para desenvolvimento das empresas, agregando valor ao cliente desde
a obtenção da matéria-prima, passando pela produção, centros de distribuição e
finalmente o consumidor final, permitindo monitorar este processo de maneira
integrada.
CONCLUSÃO
Supply Chain é um sistema integrado adotado
por muitas empresas nos dias atuais, seja ela prestadora de bens ou de
serviços. As empresas antigamente tinham
apenas a visão limitada de enxergar o próximo cliente, agora elas podem fazer
parte de todo o processo da cadeia de suprimentos, desde os fornecedores de
matéria-prima até o cliente final.
A visão da supply Chain com menos estoque,
menos custo, menos tempo, maior produção e aumento do retorno do investimento
tornaram-se o método de trabalho empresarial mais eficiente para as empresas,
sendo que é apenas uma questão de tempo para que todas as organizações se
integrem a este processo que evolui junto como o mercado global.
A empresa estudada mostrou uma excelente integração
com seu fornecedor primário, no entanto existe uma ausência da empresa NANDA com seus clientes na hora de
distribuir o produto “GLP” tornando este canal menos eficiente para o
consumidor final.
Com isto, pode-se concluir que a empresa
pesquisada apenas conta com conhecimento empírico e pouco conhece deste
processo de integração de empresas. A
falta de agregação de valor ao produto dos seus clientes é uma necessidade que
precisa ser suprida, o novo enfoque de métodos aplicados neste processo de integração
é fundamental para que as empresas que trabalham com esta cadeia de
suprimentos, possam ter um diferencial na região e no mercado empresarial que
cada dia se torna mais exigente e competitivo.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradecemos a Deus pela dádiva
da vida, agradecemos a nossos pais pela motivação e amor incondicional,
agradecemos também a Dona Rosileny Bindá pela colaboração e informações
precisas para esta pesquisa na distribuidora
NANDA.
Agradecemos a nosso querido Prof. Dr. Antônio Henrique Queiroz Conceição,
pela paciência e dedicação ao curso de administração e todos os demais
professores que ajudaram na revisão deste trabalho.
E
finalmente agradecemos a nosso amigo Eleodoro Rodriguez Hermenegildo, pela
orientação e paciência para a realização desta pesquisa.
RECOMENDAÇÕES
Recomenda-se este trabalho para os discentes
do curso de Administração, tal como para os demais alunos interessados em
temáticas como logística e Supply Chain/ Cadeia de suprimentos e também para as
empresas que atuam no ramo de distribuição de materiais no município de
Benjamin Constant e municípios vizinhos. Espera-se que este trabalho seja
utilizado como um instrumento de consulta com o objetivo de difundir as
informações obtidas pelas pesquisas de campo e bibliográficas e que contribua
para a elaboração de futuros trabalhos científicos.
Bibliografia
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[1] Aluna do curso de
Administração, Instituto Natureza e Cultura – INC, Universidade Federal do
Amazonas – UFAM. Benjamin Constant – AM, Brasil. E-mail: brunalg67@gmail.com.br
[2] Aluno do curso de
Administração, Instituto Natureza e Cultura – INC, Universidade Federal do
Amazonas – UFAM. Benjamin Constant – AM, Brasil. E-mail: hermanngarcia7@gmail.com.br
[3] Aluna do curso de
Administração, Instituto Natureza e Cultura – INC, Universidade Federal do
Amazonas – UFAM. Benjamin Constant – AM, Brasil. E-mail: laila-fernandes15@hotmail.com.br